Olhando para a minha vida!

"Em vez de possibilidades, realidades é o que tenho no meu passado, não apenas a realidade do trabalho realizado e do amor vivido, mas também a realidade dos sofrimentos suportados com bravura. Esses sofrimentos são até mesmo as coisas das quais me orgulho mais, embora não sejam coisas que possam causar inveja." (Viktor E. Frankl)

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sábado, 19 de maio de 2012

FAZ DE CONTA QUE....

MAMÃE “FINGE” QUE...
 
Tenho percebido uma freqüência maior da sincronicidade em temas que me interessam, como uma confirmação do caminho escolhido. Essa sincronicidade acontece por meio de conversas, programas de televisão, artigos de revista, livros entre outras fontes de informação.
Desde grávida, além de pedir a Sabedoria Divina em minhas orações, passei a ler livros e revistas voltados a orientação e educação de filhos – ciente que eu conceberia uma criança singular e Iluminada, presente de Deus em minha vida – e seria de minha total responsabilidade, assim como a do meu marido, a missão de formá-lo como um cidadão do mundo, para que assim ele também possa cumprir sua missão aqui nessa dimensão terrestre. Com isso, busco o meu melhor, uma vez que não há mãe perfeita!
Ultimamente, o tema educação na primeira infância tem muito me interessado, porque tenho um filho de cinco anos com uma vida social e integração aos meios de comunicação com mais intensidade, onde as informações e tecnologia são muito presentes, seja em programas de TV, Internet ou escola, mais do que, na minha época, por exemplo. Mediante esses fatos, não posso perder o foco de que meu filho ainda está na primeira infância (até os sete anos de idade) e cuidar da sua formação emocional, acima de tudo, é primordial nessa etapa da sua vida onde tudo o que ele absorver agora virá a ser o ser humano o qual ele se tornará na vida adulta.
Consciente que na primeira infância a criança é uma esponja que absorve tudo e toda energia à sua volta, sem ao menos termos toda a dimensão dessa absorção, no papel de orientadores (mais que educadores) temos que prestar muita atenção em tudo que as envolvem.
É nesse ínterim que me ocorreu recentemente mais uma sincronicidade por meio da vivência seguida à noite da leitura de um dos capítulos do livro¹ que estou lendo, retomando-o após um dia. Como uma confirmação da minha intuição materna, talvez se tivesse lido antes ou dias mais tarde, não perceberia tal sincronicidade.
Dentro de uma famosa loja de brinquedos, estávamos duas amigas e eu conversando sobre os desenhos e os brinquedos de preferência dos nossos filhos ao mesmo tempo em que os mesmos se divertiam em volta a tantos dispostos nas prateleiras.
Sem medo de me enquadrar numa mãe antiquada, pela intuição, nunca achei construtivo crianças se interessarem por desenhos, consequentemente brinquedos, que não correspondem a sua faixa etária, ou seja, mais violentos, mesmo que em nome do “bem”. Na minha geração, supostos “heróis” eram “cultuados” com oito, nove e dez anos de idade, hoje nossos filhos vem apreciando tais personagens cada vez mais cedo, ainda dentro da primeira infância.
Nesse sentido, fico mais tranqüila porque em particular, meu filho é “ingênuo” (o que me encanta nessa idade) e ainda ama assistir desenhos da Discovery Kids com programações totalmente voltadas para a primeira infância.  Sua preferência me deixa numa zona de conforto com relação ao que ele está absorvendo dos desenhos – uma vez que não temos a real dimensão do grau de absorção de tudo aquilo que eles assistem e veêm nessa idade.
No capítulo Imaginação e o sub-capítulo Faz de Conta, li que a fantasia faz parte de todas as pessoas e nos acompanham desde cedo na medida a que somos expostos quando crianças, fazendo de conta que somos um personagem de livro ou filme, o qual com o tempo Cinderelas e príncipes dão lugar a astros de rock ou líder mundial.  Esse “fingir” é uma janela para a alma.
No livro cita que após anos de pesquisas da mente e da consciência, ...aquilo que imaginamos fazer e pensar antes dos sete anos captura o ímpeto interno e subconsciente para toda uma vida.
Mas, se não temos como evitar todas as informações que nossos pequenos adquirem, seja por meio de amiguinhos da escola ou outro meio, e certos que não sabemos tudo que eles captam, quanto mais tempo ficarmos ao seu lado, mais estaremos consciente e aptos a reagirmos àquilo do que eles tem consciência, por exemplo, do desenho.
Como explicitado no capítulo, faz de conta é dedo, graveto ou girassol como armas a laser. Uma arma fabricada deixa o mundo do faz de conta e entra no mundo da imaginação, o que causa manifestações físicas. A verdade é que quando você tem idade suficiente para querer brincar com tais coisas, tem idade suficiente para ser ensinado a aprender a lição”...” lutas de espadas, batalhas de Jedi e explosões em certo nível trata-se da versão atualizada de caubóis e índios – que já não é politicamente correta. Ainda é guerra, seja na terra ou nas estrelas. Existem lados e eles ainda estão lutando, matando. E assim se segue por todo o capítulo sobre a Imaginação.
Entretanto, se nossos pequenos já se acham “mocinhos” e que desenhos da Discovery Kids são para “bebês” e assim perderem o encanto por desenhos como Cid, o Cientista entre outros para a sua idade os quais ensinam valores de solidariedade, respeito à natureza e ao próximo, amizade, companheirismo, criatividade entre outros tantos, preferindo desenhos ou filmes como “O Retorno de Jedi”, fazemos como nos desenhos do Super Why do canal em referência, mude o final da história, assim como fez a autora do livro com seu filho mudando o final da história do vilão Darth Vader (Anaquim) em relação a sua mulher Leia e seu filho Luke, com um final mais espiritualizado e de redenção após sua morte. Use a imaginação!
Contudo, é de supra importância para nós pais adquirirmos consciência que temos que cuidar emocionalmente dos nossos filhos na primeira infância, orientando-os em sua formação como seres humanizados, cidadãos conscientes na transformação de um mundo mais justo e igualitário, com mais justiça e cuidado para com o próximo e o planeta. Pensem nisso!


¹ Condron, Bárbara. Aprenda a educar a criança Índigo. Tornou meu livro de cabeceira, devido ao olhar sobre a formação desses seres tão especiais e únicos que são nossos filhos, sejam eles índigos, cristais ou simplesmente seres humanos que estão aqui como uma geração melhor para um mundo melhor.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Qual é o foco da educação dos nossos filhos?

Será que perdemos o foco da educação dos nossos filhos?

Inspirada em leituras sobre educação, tema da revista Sorria, edição 18, "Educação - qual é a melhor maneira de ser humano?", vendidas nas farmácias da Droga Raia, retomo meus texto sobre a educação dos nossos filhos na primeira infância. Gosto desse tema e procuro sempre me atualizar porque se trata do futuro daqueles que amamos, e sempre aprendemos e reciclamos nossa visão com especialistas no assunto.

Liberdade, igualdade e fraternidade deveria ser o princípio inicial e básico na construção de uma sociedade. Porém, em minha opinião, estamos aquém de formarmos novos cidadãos com esses princípios. Nessa sede desenfreada de instruirmos nossos filhos para uma sociedade mais competitiva, esquecemos de valorizar na educação escolar a formação humana.

Estamos "contaminados" demais pelo saber do lado prático que nos ensina a ler e escrever e fazer contas - que é muito importante, não tenho dúvidas - mas desde que não tiramos o foco do lado humano o qual constrói cidadãos mais humanizados, despertando valores na importância de ser do mundo e participar dele de maneira eficaz para melhorá-lo.

Achamos que nossos pequenos, ainda na educação infantil, devem entrar nesse esquema competitivo enquanto que ainda estão na fase de absorver valores como ética, cidadanismo, convivência com a diversidade (religião, classe social, deficiência mental, física, problemas visuais e auditivos), sustentabilidade, consumo, alimentação e criatividade. Valores, hábitos e mudanças os quais essa nova era necessita na formação dos nossos futuros jovens e adultos. Como sabiamente diz o meu filho: Para cuidar do planeta!

Daí levanto outra questão nessa fase inicial da vida: Será mais importante saber contar até 100 ao invés de se capacitar a projetar, a criticar, a opinar, a questionar, a refletir, a estimular a curiosidade do conhecimento de uma maneira mais natural e intrínseca? Saberes esses que formarão eficientes profissionais nas áreas de artes, ciências, tecnologia e, principalmente, em pessoas melhores.

Finalizo essa breve reflexão com o comentário de Rita Loiola em seu artigo "As portas da Percepção" para a revista acima referida: A verdadeira essência da educação consiste em abrir portas, desvendar universos, e assim nos permitir ser pessoas mais completas, num mundo melhor.

P.s.: imagem retirada do site Educação Infantil - Instituto Anglicano Barão do Rio Branco de Erechim - RS

domingo, 16 de outubro de 2011

Quando dói no coração!




"Porque, quando estou fraco, então, é que sou forte"

(II Corintios, 12:10)

Devemos sempre procurar aprender com os nossos momentos de adversidades e saber entregar a Deus nossos problemas. Após semanas de calmaria em minha vida, dando-me um fôlego às minhas emoções, tive uma semana tensa, o mar ficou revolto, me deixando triste e ao mesmo tempo, me deparando com novos desafios e, certamente, novas superações.
É impressionante como a vida, nesses últimos dois anos, vem me apresentando situações difíceis às quais espero não estar decepcionando-a com minhas respostas diante delas.
Meu filho muito amado está dando respostas muito positiva quanto a sua superação do Mutismo Seletivo, muito bem observado quando uma amiga me diz que ele está, inclusive, mais feliz! Feliz por que ele está conseguindo se exteriorizar, com algumas pessoas fora do âmbito de confiança dele, com alguns verbalizando menos palavras, com outras, frases inteiras. Todavia, nesta bela rosa se desabrochando há também espinhos a serem podados.
Com a verbalização mais em evidência, as emoções sendo "destravadas" aos poucos, também estão emergindo sentimentos de tensão, onde o corpo tornou-se um meio de expressão de suas contrariedades e resistências, debatendo as pernas, se jogando no chão, saindo correndo... Principalmente com pessoas mais próximas como eu e seus amiguinhos companheiros.
Confesso meu estranhamento diante dessa nova realidade e comportamento do meu filho, pois estava acostumada com um filho mais calado e calmo quando em convívio social. Entretanto, essa mansidão toda não era sinônimo de criança plena e feliz. Hoje, ele precisa encontrar o equilíbrio quando desejar mostrar suas vontades ou contrariedades.


"O Essencial é invisível aos olhos, só se vê bem com o coração"

(Antoine de Saint-Exupéri).

Desde que meu filho estava em meu ventre, eu pedia à Deus a sabedoria de Maria - mãe de Jesus - para criá-lo. Nessa semana não foi diferente, reforcei meu pedido, entregando a Ele esse momento atual pelo qual está passando meu filho, fase esta de libertação, superação e transformação. Desejo sempre ter a visão dos sábios e não apenas as dos inteligentes para com meu filho, por que os sábios olham com calma, contemplam, observam nas entrelinhas da alma.
Hoje, com quatro anos de idade, como foi me profetizado há muitos anos atrás, eu o vejo como um ser iluminado, é assim que ele viria ao mundo. E penso que tão cedo, nesse início de caminhada nessa estrada da sua vida, ela já lhe pede pequenas respostas e, se bem orientado desde já, se tornará um adolescente e um adulto mais maduro e forte diante dela e seus desafios constantes.
Nesse ínterim, reflito, será que quem está a nossa volta tem toda a compreensão e discernimento deste momento?
"Mais vale uma gota de veneno do que um oceano de amor", aprendi tão nova esse dito popular, o qual acho bem certo e aplicável. Concordo com outra amiga que criar um filho, praticamente sozinha, não é fácil, nossas falhas são muito mais apontadas e cobradas do que nossos acertos na educação dos nossos filhos. E eu já senti isso na pele, "ser mãe dói e muito, algumas vezes sangra por dentro".
Quando vejo, mais de uma vez, o Pe Fábio de Melo elogiar e declarar em público todo amor, admiração e reconhecimento que ele sente por sua mãe, eu me emociono, por que ele simplesmente não se refere a Dona Ana como uma mulher santa ou perfeita, e sim, como uma mãe Cheia de Graça, que apesar de toda a sua falibilidade humana deu o seu melhor para torná-lo na pessoa que hoje ele se apresenta a nós, e que muitas vezes é instrumento de luz divina na minha vida.
Sei que, mais uma vez, a vida está me dando oportunidades de lapidar ainda mais esse diamante que forma meu ser, por meio desse momento de superação junto com meu filho, ela espera de mim mais amor, compreensão, tolerância e respeito por ele; "todos os adjetivos que nos formam nos integram como pessoas" muito bem citado pelo Dr. Saul Cypel, neurologista infantil, em seu artigo Calma, calm down, calmate, publicado na revista Pais&Filhos (set./11).
Reconciliando com meu coração de mãe, vejo meu filho amado, além de mais feliz, mais bonito e com mais vivacidade e isso é motivo de muita felicidade e comemoração! Louvado seja, amém!

domingo, 25 de setembro de 2011

A Educação e o Futuro dos nossos filhos




"Você quer criar seu filho para vida ou para passar no vestibular? Dependendo da sua resposta será a escola que você vai escolher para o seu filho."


Nunca mais esqueci o momento onde, com um grupo de estudo, discutíamos o que almejávamos no futuro para nossos filhos como cidadãos do mundo. Antes de o meu filho nascer eu já sabia o que desejava para ele como ser humano, certa do meu papel em criá-lo para a vida, como uma oferta de Deus confiada a mim.

Vários quesitos pesaram na escolha da metodologia de educação mais adequada à meu filho, com certeza, tal proposição acima foi uma delas. No princípio, desejava matriculá-lo numa escola sócio-construtivista, foi quando conheci o método Montessori, este veio ao encontro da maneira como meu marido e eu desejávamos que nosso filho fosse educado: com uma pedagogia que respeita as necessidades e os mecanismos evolutivos de desenvolvimento da criança, buscando desenvolver através dos seus materiais a inteligência e a imaginação criadora, tudo isso com uma ordem disciplinar.

Escolher uma escola que despertasse o senso crítico e criativo foi um dos fatores determinantes, porque a meu ver, essas duas qualidades - capacidade crítica e criativa - fazem muita diferença na formação do ser humano, além de outros valores adquiridos na família, na espiritualidade e na sociedade, como exemplo, solidariedade, compaixão, respeito, entre outros.

Por que entrei nesse assunto? Tenho observado, ultimamente, muitos pais ao buscar incessantemente pelo sucesso e conforto financeiro, estão criando grandes expectativas nos seus filhos quanto a um futuro promissor. Desde o maternal - digo três anos de idade - desejam formar "pessoas de competência" primeiro para passar no vestibular e depois para se tornarem profissionais de sucesso, o que na minha opinião, muitas vezes infelizmente acabam negligenciando a infância e as necessidades lúdicas de seus filhos, como o tempo livre e o direito de brincar, matriculando-os em escolas que mais formam máquinas de reprodução de ensinamentos do que seres pensantes, com a falsa idéia que quanto mais cedo tiverem abarrotados de informações, melhor estarão preparados.

Concordo que para nós pais a escola é um investimento econômico, emocional e afetivo, onde nossos sonhos serão realizados e nossos filhos uma promessa de pessoa feliz e realizada. Para tanto, temos que ter cuidados na maneira pela qual estamos colaborando para tal promessa se concretizar eficazmente.

Conversando com a vó de uma coleguinha do meu filho que mora mesmo no condomínio, esta me disse que sua neta de sete anos estuda demais e quando chega em casa tem muitas tarefas, não tendo quase tempo para brincar, já com muitas matérias para estudar - nota, sua vó foi professora e não concorda com esse despejo de informação que as escolas privadas estão fazendo - depois vejo a mãe da garota marcando horários para mais de uma matéria com uma professora de reforço escolar para garantir o sucesso da filha antes da prova. Como já ouvi outros relatos tipo, vou mudar meu filho de quatro anos para uma escola que dê mais matérias e puxe mais nos estudos, afinal tenho que prepará-lo para o futuro, como também de uma amiga que disse que na escola da sua entiada, durante o intervalo, as crianças menores não brincam, cada uma fica no seu canto, ou estudando ou jogando no celular, entre outros tantos que me fizeram questionar os valores de hoje em relação à criação de nossos filhos e essa nova visão de educação em prol de um futuro melhor.

Li numa coluna do Dr. Leonardo Posternak na revista Pais & Filho sobre uma mãe preocupada com sua filha de três anos porque ela levaria na escola que deseja matriculá-la um par de anos para estar apta a ler Shakespeare na língua inglesa. Lógico que o doutor em seu artigo "O 'inteligente' fracasso escolar " estava em desacordo com tal inquietude da mãe e no decorrer do texto fez uma pergunta fundamental: quando será tempo de ser criança? Segundo esse pediatra, a estressante e urgente realização dos pais sobre a criança inicia logo que ela nasce, onde o filho "tem que" (minhas aspas) se desenvolver na data certa marcada nos manuais, como engatinhar, andar, falar, desfraldar... Depois tem que falar outras línguas e ser um expert em ciências da computação! Muitas vezes, colocando-as cedo em cursos extra-curriculares. E quanto antes melhor, afinal tem que enfrentar esse mundo veloz e esmagador, contudo, gerando nas crianças problemas individuais e sociais em resposta ao que o mundo adulto, moderno e global requer delas.

De acordo com a jornalista Claudia Visoni em sua matéria Excesso de competição faz mal a saúde, publicada na coluna da revista Pais & Filhos, as crianças estão sendo treinadas desde o berço para serem competitivos e ultrapassar concorrentes, criando uma geração de adolescentes estressados, que para aliviar tal sintoma, encontram na bebida e nas drogas um alento para essa disputa constante pelo podium acadêmico ou profissional. Perguntando, até que ponto vale a pena colocar em risco a saúde física e mental de nossos filhos em prol de uma busca incessante pelo sucesso?

Mariana Setubal em seu artigo Já pra fora!, na revista Pais & Filhos, afirma que as crianças precisam de espaço para brincar e descansar, de contato com a natureza, passeios, atividades ao ar livre onde possam imaginar, inventar, imitar, usando o raciocínio e, principalmente, exercendo a criatividade que vai acompanhá-la para toda vida. "Crianças criativas se tornam adultos criativos, cheios de idéias e inovações geniais". Ela defende as brincadeiras, ou seja, situações lúdicas dentro da sala de aula formalizadas depois na aprendizagem. Tal premissa eu concordo em gênero, número e grau.

Num outro artigo "Muitos brinquedos e poucas brincadeiras" de Claudia Visoni, ela percorre sobre a importância da fantasia no mundo da criança, onde a mesma libera sentimentos, expressa pensamentos e experimenta tanto a obediência às regras quanto a irreverência.

Conforme li em vários artigos, os especialistas são unânimes em dizer que criança precisa de tempo livre, portanto, nós pais devemos rever nossos valores, propiciando aos nossos filhos uma vida mais qualitativa no presente que, certamente, servirá para o futuro.

Devemos nos preocupar com a capacitação de nossos filhos não para o mercado de trabalho e sim para vida! Porque a premissa é certa, capacitando-se para a vida, automaticamente, torna-se mais fácil entrar e ficar no mercado de trabalho. O empenho individual é primordial para a competência e sucesso profissional, para isso, é preciso pensar além de um diploma, devemos buscar propiciar momentos mais lúdicos aos nossos filhos pequenos dentro e fora da escola.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Superando-se a cada dia



Queridos, andei ausente por duas semanas. Uma porque estava viajando, outra porque tinha uma encomenda para terminar a qual ocupou meu tempo dedicado ao blog.

Vou compartilhar com vocês uma experiência maravilhosa que tive com meu filho na semana passada, como já comentado, ele tem Mutismo Seletivo, além de fortes características do pai de não gostar de interagir-se socialmente. Ou seja, está tudo relacionado, além da minha herança genética de ansiedade.

Enfim, fomos juntos com um amiguinho dele em uma atividade da Discovery Kids no shopping, é do seriado Meu Amigãozão, que meu filho ama, e para minha surpresa mesmo, ele participou 100% de todas as atividades que incluíam, dançar, cantar, desenhar, pintar, montar quebra-cabeça e filmar. Parece que eu estava vivendo um sonho! Ele na minha frente, cantalorando e coreografando junto comigo, interagindo pela primeira vez.

Meses atrás, num evento similar, que é a Exploração do Discovery Kids, ele mal interagiu com as crianças e atividades. Tal comportamento sinaliza seu processo de superação em relação ao M.S., confirmando o que a neuropsiquiatra me disse na consulta, que com o tempo ele iria superar tal distúrbio de ansiedade social.

Eu não sei o grau de severidade do caso do meu filho encantador, no entanto observo sua melhora de uma maneira surpreendente. Graças a Deus!

Pela mesma Graça Divina, considero meu filho e eu abençoados pelas amizades que construímos proporcionando-nos muitos passeios e reuniões juntos com a galerinha, também com uma professora maravilhosa, não viria outra melhor para educar meu garoto - Deus sabe o que faz - pois ela conseguiu em uma ano que ele falasse com ela sem mesmo ainda ter diagnosticado tal síndrome - somente com seu carinho e dedicação, sem contar que ele estuda numa escola diferenciada, no sistema Montessori.

E, modéstia a parte e minhas falibilidades humanas, procuro ser uma mãe muito amorosa, compreensiva, dedicada - buscando sempre elogiá-lo em cada pequeno comportamento positivo que ele tem - elevando a sua auto-estima e confiança.

Fico muitas vezes o observando e vendo como ele é inteligente em suas colocações, em suas atitudes, gosto da sua característica de uma criança independente, aquela que não busca imitar o que as outras crianças fazem só para agradar a mamãe que deseja tirar uma foto - tal atitude é herança do pai - mesmo que algumas vezes me deixa louca da vida. Ao mesmo tempo busca interagir com outras crianças do mesmo evento, não se prendendo somente nos coleguinhas de grupo. E quando se isola, fico observando se está tudo bem com ele, se está se sentido à parte, diferenciado, ou simplesmente, é o seu momento de estar só em seu mundo. Procuro não transferir as minhas expectativas e experiências como se fossem as deles, achando que ele está triste ou não, apenas o observo, logo ele se junta de novo com os amiguinhos e pronto.

Por Deus, estou levando com muita leveza essa fase (passageira) do meu filho, apesar de algumas expectativas frustradas, a qual faz parte do processo. No entanto, uma vez superado o M.S. certamente o que vai ficar é o nosso crescimento - filho e pais - transformando-nos em pessoas melhores ainda.

Finalizo essa experiência compartilhada, com um trecho retirado do site Mutismo Seletivo, de uma mãe que também tem um filho com tal distúrbio social "[...] sigamos esse único caminho [...] que pode ser um no qual o que chamamos de Deus, Providência ou Vida, de algum modo se apresentou em nossas existências não somente para dar o melhor, e sim muitas vezes, para aprender, crescer e transformar-nos em formas que nunca conseguiríamos a não ser pelas lições e vivências que o M.S. em um filho nos traz."

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Nossas "Corujisses"

Há algum tempo já venho observando como nós mães somos realmente corujas e adoramos ressaltar supostas "qualidades" de nossos filhos para outras mães! Toda vez que me vejo nessa situação, ou no papel da mãe-coruja ou escutando as corujisses de outras, sempre me remeto ao seriado transmitido pela GNT chamado Mothers - que nasceu de um blog - cujo um dos episódios era sobre uma mãe (uma das personagens princípais) que ouvia suas amigas contarem vantagens sobre seus filhos, e ela, mesmo sabendo que isso era bobagem e questionava tal comportamento, não resistiu a "pressão" e começou também fazer a mesma coisa em relação ao seu filho, com muito humor e constrangimentos para incrementar as cenas, chegou à conclusão que isso não levava nem ela e nem seu filho a lugar algum.

Nesse ínterim, com o último acontecimento desse gênero o qual eu estava presente e participando por sinal (porque sou mãe-coruja), também me remeteu a uma aula de psicologia na época da minha primeira faculdade, faz muitos anos, mas me marcou muito que o professor disse. Ele falava sobre a diferença entre defeitos e qualidades de uma pessoa e suas características (particularidades de cada ser que o distingue do outro). Muitas vezes nós atribuímos certas características como qualidades em detrimento das características do outro, vendo-a como diferencial, outras vezes, observamos as características do outro, menosprezando o nosso, isso é o mais terrível.

Lembro-me dele explicando que as características podem se tornar defeitos ou qualidades dependendo da maneira pela qual elas são aplicadas em determinadas circunstâncias, ou então, conforme elas são canalizadas em nossas vidas, ou para o bem ou para o mal.

Apenas como ilustração, entre outras tantas, certo dia falávamos de nossos filhos salientando quais falam demais, muito comunicativos verbalmente e quais falam de menos, mais calados, dando conta do recado com poucas palavras. É caso do meu filho, independente do seu Mutismo Seletivo, porque somos uma família de falar pouco, logo ele também é. Embora admito a possibilidade dele, uma vez superado o mutismo, vir surpreender a todos tornando-se um tagarela, apesar da herança genética dos pais prevalecerem, mas não o engessando.

Portanto, gosto de ressaltar que toda criança é um livro aberto, principalmente na primeira infância, ainda no processo de se moldar, se formar como personalidade, e tal comportamento de hoje não necessariamente se manterá no futuro, junto com seu crescimento, vivências e amadurecimentos. Temos muitos exemplos de tímidos tornando-se grandes comunicadores, cito o grandioso Miguel Falabela, como ele mesmo se retrata em seu livro Vivendo em Vóz Alta. Outros de hiper comunicativos quando crianças, tornando-se introspectivos, centrados, tenho exemplo de um amigo do meu irmão (que por sinal era uma peste quando criança). Todas essas características e mudanças (caso venham a ocorrer) são independentes da inteligência e da esperteza de cada um, as quais vão "determinar" como nossos lindos filhos lidarão com a vida e suas adversidades.

Mas, independente de tudo isso, corujar nessa fase deles é uma delícia!

domingo, 21 de agosto de 2011

Mutismo Seletivo - meu filho tem.




Descobri há quinze dias atrás que meu filho tem Mutismo Seletivo. Interessante, mas o sentimento que senti ao receber o diagnóstico foi de alívio, pois antes deste, outros tipos de distúrbios como os neurológicos me afligiam, quando soube que se tratava de uma desordem emocional, sendo um distúrbio de ansiedade, vi de imediato a cura ou melhor dizendo a superação dessa limitação pelo meu pequeno filho.

Por incrível que pareça, quando sabemos qual o problema que aflinge nosso filho (ou outra pessoa) sentimo-nos bem melhor ao lidar com a situação, compreendendo-o mais e ajudando-o a diminuir sua ansiedade.

Não sei exatamente a causa, há indícios, entretanto, para mim o mais importante não é a causa e sim como diminuir e eliminar o efeito: o não falar com algumas pessoas.

O melhor tratamento indicado foi a Terapia Cognitiva Comportamental - TCC, já passei por uma médica neuro-psiquiatra infanto-juvenil, cuja me aliviou quanto a relevância dessa sindrôme e descartando por enquanto a possibilidade de uso de remédios.

Por providência divina, das três opções de médico que eu tinha, escolhi justamente aquela que teve um caso na família com resultado de sucesso. Saí muito feliz do consultório. Me sinto muito otimista quanto a superação do meu filho, independente do tempo.

Sinto Deus agindo sempre em minha vida, e nesse caso específico também! Percebo a sua mão operando nos pequenos detalhes, como nos profissionais que estão entrando em nossas vidas e ajudando o meu filho. Por isso que, antes de mais nada, só tenho a agradecer.

Mutismo Seletivo é um transtorno - não uma doença - uma diferença no indivíduo, que por ansiedade bloqueia sua habilidade para falar e interagir com os demais, se estes não são de sua total confiança e familiaridade. A criança com M.S. não fala em tais circunstâncias não por rebeldia, e sim exlusivamente por ansiedade-medo. O calar não é uma opção da pessoa, e sim um silêncio imposto pela ansiedade involuntária que experimenta. (Fonte: http://mutismoseletivo.org)